Emagrecimento

Canetas emagrecedoras: os riscos do uso sem orientação para a saúde e a qualidade de vida

By 19 de março de 2026 No Comments
Canetas emagrecedoras utilizadas para controle de peso, ilustrando medicamentos injetáveis usados no tratamento da obesidade

O uso das chamadas canetas emagrecedoras virou um fenômeno no Brasil. Em apenas um ano, a procura por esses medicamentos cresceu 88%, segundo o Conselho Federal de Farmácia.

Por um lado, eles ajudam no tratamento da obesidade e na perda de peso. Por outro, especialistas fazem um alerta importante: sem acompanhamento médico e sem uma estratégia completa de saúde, o uso pode trazer riscos — entre eles, a sarcopenia.

Essa condição provoca a perda acelerada de massa e força muscular. Embora seja mais comum no envelhecimento, já começa a aparecer mais cedo quando o emagrecimento acontece de forma rápida e sem suporte nutricional e de treino adequados.

Além disso, quando a redução do apetite não vem acompanhada de planejamento alimentar, o corpo precisa buscar energia em algum lugar. Nesse cenário, ele pode passar a usar o próprio músculo como combustível, e isso compromete a saúde.

O que são as canetas emagrecedoras?

Esses medicamentos injetáveis — à base de semaglutida, liraglutida e tirzepatida — atuam diretamente nos hormônios que regulam a fome e a saciedade. Como resultado, a pessoa come menos e tende a emagrecer.

Quando usados com acompanhamento médico, eles são considerados seguros. No entanto, o uso sem orientação aumenta o risco de efeitos colaterais, como náuseas, vômitos, diarreia, constipação e dores abdominais. Em casos mais graves, podem causar pancreatite, uma inflamação no pâncreas.

Por que a perda muscular preocupa?

A perda de massa magra vai muito além da estética. Ela afeta diretamente a mobilidade, a força funcional e a qualidade de vida. Com o tempo, também aumenta o risco de lesões e quedas. Por isso, quem busca emagrecer com saúde precisa preservar a musculatura.

Para isso, algumas estratégias fazem toda a diferença:

  • consumir proteínas em quantidade adequada (entre 1,2 e 2 g por quilo de peso corporal);

  • Praticar exercícios físicos regularmente, principalmente os de força;

  • Manter boa hidratação e qualidade do sono.

Emagrecimento saudável é processo, não atalho

Além disso, vale um alerta: não existe solução isolada que resolva tudo. Chás e suplementos “milagrosos”, por exemplo, não promovem perda de gordura relevante. Pior, quando usados sem critério, podem causar efeitos adversos como arritmias e sobrecarga renal.

Na prática, o consenso entre especialistas é claro: medicamentos podem fazer parte do tratamento, mas funcionam melhor e com mais segurança quando combinados a hábitos consistentes.

É aí que entra o movimento.

Na Goodbe, o bem-estar faz parte da rotina. Por isso, incentivamos práticas que ajudam a preservar a massa magra, melhorar a composição corporal e tornar o emagrecimento mais equilibrado.

Com aulas de funcional, pilates e yoga, adaptadas para diferentes corpos e níveis, você constrói um processo mais sustentável  e que realmente funciona no longo prazo. Saiba mais aqui.

Antes de iniciar qualquer tratamento, busque orientação médica. Sua saúde sempre deve vir em primeiro lugar!