
Quando a menopausa chega, a maioria das mulheres já espera lidar com ondas de calor, alterações no sono e mudanças de humor. Mas existe um efeito dessa fase que costuma passar despercebido: o aumento do risco de doenças cardiovasculares.
E esse não é um detalhe pequeno. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre mulheres no mundo, com 8,5 milhões de óbitos por ano — mais de 23 mil por dia —, superando inclusive o câncer de mama e o câncer de colo do útero.
Ainda assim, muitas mulheres continuam associando os cuidados preventivos principalmente à saúde ginecológica e acabam deixando o coração em segundo plano.
Para o Dr. Drauzio Varella, parte do problema está no fato de que ainda existe a ideia de que infarto é uma doença masculina. “As mulheres cobram os maridos para fazer exames, caminhar e cuidar da saúde, mas acabam esquecendo de si mesmas”, alerta o médico em vídeo sobre o tema publicado nas redes sociais.
A verdade é que o coração feminino muda com a menopausa e merece atenção redobrada a partir dessa fase.
O que muda no coração durante a menopausa?
Durante boa parte da vida reprodutiva, o estrogênio funciona como um aliado da saúde cardiovascular. O hormônio ajuda a manter os vasos sanguíneos mais flexíveis e favorece a circulação, facilitando a chegada de oxigênio e nutrientes aos tecidos.
Mas, com a menopausa, essa proteção natural diminui. “Depois da menopausa, o coração perde essa camada extra de proteção”, explica Drauzio Varella.
Além da queda hormonal, essa fase costuma vir acompanhada de mudanças metabólicas que aumentam o risco cardiovascular. Entre elas estão:
- Aumento da pressão arterial;
- Elevação do colesterol e dos triglicerídeos;
- Maior acúmulo de gordura abdominal;
- Aumento da resistência à insulina;
- Maior risco de diabetes tipo 2.
Esse conjunto de fatores favorece o desenvolvimento da chamada síndrome metabólica, condição fortemente associada ao infarto e ao AVC.
Outro ponto importante é que a menopausa costuma coincidir com uma fase da vida cheia de responsabilidades: trabalho, filhos, casa, pais envelhecendo e carreira. Muitas mulheres passam a cuidar de todo mundo e acabam deixando a própria saúde para depois.
Os sintomas nem sempre são claros
Outro desafio é que as doenças cardiovasculares costumam evoluir de forma silenciosa. Em muitos casos, a mulher não apresenta sinais evidentes até que o problema esteja mais avançado. E, quando os sintomas aparecem, nem sempre são os mesmos observados nos homens.
Além da clássica dor no peito, podem ocorrer:
- Cansaço excessivo;
- Falta de ar;
- Náuseas;
- Dor nas costas;
- Desconforto na mandíbula ou nos ombros.
Muitas mulheres acabam ignorando esses sinais porque estão acostumadas a priorizar outras demandas e deixar a própria saúde para depois.
O que fazer para proteger o coração?
A boa notícia é que grande parte dos fatores de risco pode ser modificada. Segundo especialistas, algumas medidas fazem toda a diferença e passam por uma vida mais equilibrada, com hábitos saudáveis — algo que, para nós da Goodbe, é uma premissa essencial:
- Não fumar;
- Controlar a pressão arterial;
- Monitorar colesterol e glicemia;
- Manter um peso saudável;
- Reduzir o estresse;
- Fazer acompanhamento médico regular;
- Praticar atividade física com frequência.
Entre todos esses fatores, o movimento merece destaque.
A atividade física ajuda a controlar a pressão arterial, melhora a circulação, reduz a gordura abdominal, auxilia no controle do colesterol e da glicemia e ainda contribui para o equilíbrio emocional. Ou seja: cuidar do coração também passa por cuidar da rotina.
Movimento também é prevenção
Na Goodbe, acreditamos que saúde não se resume à ausência de doença. Ela está relacionada à forma como você vive, se movimenta e cuida de si mesma. Por isso, nossas modalidades foram pensadas para promover bem-estar de forma integrada.
Nossas aulas de pilates, yoga, funcional e ritmos ajudam a criar uma rotina mais ativa, favorecendo o condicionamento cardiovascular, o fortalecimento muscular e o controle do estresse. Nesse último ponto, os pacotes com massagem dão um toque especial à sensação de relaxamento e bem-estar.
A menopausa representa uma nova fase da vida, mas não precisa significar perda de saúde ou autonomia. Com acompanhamento médico e hábitos consistentes, é possível proteger o coração e viver esse período com mais bem-estar, energia e segurança.
E um ponto importante: não deixe a sua saúde para depois. Coloque-se como prioridade na agenda.
Até o próximo conteúdo aqui do blog.


