A menopausa muda muita coisa no corpo da mulher e uma das alterações mais silenciosas acontece justamente na estrutura que sustenta o organismo: os ossos.
Estudos apontam que mulheres podem perder entre 2% e 3% da massa óssea por ano nos primeiros anos após a menopausa. Segundo a Fundação Internacional de Osteoporose (IOF), uma em cada três mulheres com mais de 50 anos sofrerá alguma fratura relacionada à fragilidade óssea ao longo da vida.
O principal motivo está na queda do estrogênio, hormônio essencial para manter o equilíbrio da saúde óssea. Em uma conta simples: menos estrogênio significa maior risco de osteoporose — condição que enfraquece os ossos e os deixa mais porosos, frágeis e suscetíveis a fraturas.
O problema é que essa perda acontece de forma silenciosa. Muitas mulheres só percebem quando surgem dores persistentes, perda de mobilidade ou até uma fratura após uma queda aparentemente simples.
Por isso, cuidar da saúde óssea nessa fase não é exagero. É prevenção, autonomia e qualidade de vida.
A atividade física é uma das maiores aliadas da saúde óssea
A boa notícia é que existem formas eficazes de desacelerar a perda de massa óssea e a atividade física está entre as mais importantes.
Exercícios resistidos, como funcional, pilates e musculação, ajudam a estimular a formação de tecido ósseo novo. Isso acontece porque a carga e o impacto do movimento “avisam” ao corpo que aquela estrutura precisa continuar resistente.
Além disso, manter uma rotina ativa melhora equilíbrio, força muscular e estabilidade corporal, fatores fundamentais para reduzir o risco de quedas, uma das principais complicações da osteoporose.
Em vídeo publicado no Instagram, a reumatologista Dra. Débora Tobaldini reforça que a prevenção da fragilidade óssea não deve começar apenas na menopausa, mas ao longo de toda a vida.
“O ideal é manter uma regularidade de exercícios físicos com fortalecimento muscular, caminhadas e exercícios de impacto. Além disso, é importante pensar em uma alimentação saudável, principalmente rica em cálcio, já que ele tem papel fundamental na formação de ossos fortes e saudáveis”, explica a médica.
Ela também destaca a importância de evitar fatores de risco como tabagismo e excesso de álcool. “A gente precisa pensar em prevenção desde sempre. Não só nessa fase da vida”, afirma.
Alimentação e vitamina D também fazem diferença
Os ossos também dependem de nutrientes importantes para se manterem saudáveis. Cálcio, vitamina D e proteínas são fundamentais nesse processo.
A vitamina D, por exemplo, ajuda o organismo a absorver o cálcio corretamente e ainda contribui para a saúde muscular.
Além disso, exames como a densitometria óssea ajudam a identificar precocemente a perda de densidade mineral e avaliar o risco de fraturas futuras.
O que aumenta o risco de osteoporose?
Alguns hábitos e fatores podem acelerar ainda mais a perda óssea:
- Sedentarismo
- Tabagismo
- Excesso de álcool
- Dietas muito restritivas
- Menopausa precoce
- Baixo peso corporal
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Porque envelhecer é natural. Mas perder autonomia não precisa ser.


